27.12.09

Uma série sem seriedade

Hoje me sinto vulnerável.
Prodigiosamente inconstante e indiscreto.
Não escondo sentimentos tão logo quanto possível.
Bate na janela o vento,
E sinto que, ao longo dos minutos
Sou mais velho e disposto.
Ouso dizer que os que não se arriscam perdem tempo.
Os que não ousam, não se sustentam.
Arrisco um sopro no ouvido,
mas pode ser pretensão.
Chega de tanto muro.
Quero descer.
O novo é inspirador,
não para todos.
Quero fugir de agora para sempre
destas zonas de conforto.
Por que não dormir uma hora a menos,
se amanhã sabemos, que, este minuto a mais
vai ter rendido por vinte e quatro novas horas?
Por que é preciso estar estabelecido,
que somos amigos,
que temos uma profissão,
que buscamos carreira,
que não passa disso,
que só bebemos aos sábados e,
ainda assim, mal nos vemos.
Que só falamos do básico, do almoço ao café.
Sequer tocamos no assunto
do que nos atinge num domingo fim de tarde.
Ou numa segunda-feira vespertina?
O dinheiro nos deixa em casa.
Nosso medo nos deixa em casa.
Nossa retidão nos deixa para trás.
Por que insisto em ter dezenove anos tendo vinte e seis?
Acho que busco algo que nem sei.

1 comentários:

Laura disse...

o novo é sempre inspirador.
ai que saudade de sentir algo novo.

beijo nando. meus dias ficam felizes quando leio tuas palavras.