21.11.07

vulnerável

Abro o coração sem chave
Com simples toque
Ou respiração profunda
Está pesado mas frágil
Solto e vulnerável
Vejo sem dizer nada
Paredes brancas
Luzes pálidas
Olhos ofuscados
Cheios de palavras
Abandono o corpo
E volto renitente
Peço a mim que não me tente
Sou chama que arde
Sinto abandono latente
Porque perder o sono
Com algo que me falta
Sinto as palavras mais parvas
Ao mesmo tempo pesadas
Os adjetivos simples
Com uma força boçal
Juro pra mim que sou fácil
Bobo de entender
E a tormenta
Atormenta
Coça a existência
Da alma sem calma
Contando benefícios
De não poder escolher o que sinto
E só o que fazer a respeito.

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