14.2.07

Despedaços

Aqui nesse canto laranja eu me seguro.
Em baixo da água eu gritaria todos sentimentos.
Meu corpo vai de despedaçar em milhares de bolhas minúsculas.
Vou sentir a cócega das minhas células cheias de espirito e possibilidades se tranformarem em atmosfera.
Lá no teto azul eu vou voar.
E eu vou pedir pra alguém segurar na minha mão e me acompanhar a cada linha.
Desse texto e dessa pipa.
Só pra entender esse corpo cheio de ês, mas, ous e talvezes e se der tempo desenrolar uns fios.

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